Estou mesmo orgulhosa caramba! (ou, a motivação tem um peso tramado)

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O que diriam se vos falasse de alguém que decidiu voltar a estudar aos 28 anos, que nunca foi um aluno brilhante, que não tinha background na área e iria estar em pós-laboral? Em paralelo, um emprego diurno cheio de dores de cabeça, uma família, uma casa e um filho?

Tinha tudo para correr mal. Correu melhor que qualquer dos meus sonhos mais optimistas. O Tó começou hoje o projecto curricular desta licenciatura e eu estou muito, muito orgulhosa dele (aliás, de nós!). Depois de um investimento de tempo gigante, de muitas noites mal dormidas, de muitos fins-de-semana de trabalho, de muito tempo sozinha (e sozinha com um recém-nascido!), de muito tudo, está a chegar ao fim esta etapa. Não foi sempre fácil, principalmente depois do Duarte nascer. Foi preciso muito esforço (e apoio à nossa volta) para manter a sanidade. Se tivesse sido fácil não teria, com certeza, metade deste sabor doce.

Parabéns a ti. Parabéns a nós. Parabéns aos nossos.

Estou mesmo orgulhosa, caramba!

Bom Fim de Semana!


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Sim, ainda é sexta de manhã e eu já estou a pensar no fim de semana mas... sabe tão bem! Depois de uma semana muito boa (os bebés dos nossos amigos estão a aparecer como pipocas!) o fim semana cheio de tempo livre promete.

Se houver tempo livre para ler, estes avisos para "younger-self" (não faço ideia de como traduzir isto!) são muito bons. O que diriam vocês?

O prazo para validação das faturas já acabou mas ainda há dúvidas quanto ao novo modelo de entregas este ano. Algumas indicações úteis aqui.E por falar em dinheiro, sete prespectivas diferentes sobre a forma como os casais o gerem.

Está nos meus planos para Abril (?) restaurar um móvel. Este site está cheio de tutoriais úteis (e em português) quanto a restauro de madeiras. E se houver tempo para limpezas...

Agora que a chuva saiu de vista... é só a mim que já cheira a Primavera? Adoro os casacos e gorros, mas apetece-me voltar à roupa leve (já para não lembrar o facto de ser MUITO mais simples vestir Duarte, o-bicho-carpinteiro-que-adora-andar-nú). Achei muito giras estas ideias: 12 peças, 14 combinações diferentes. E coloridas! Falando em roupa, esta loja com roupas para bebés faz-me suspirar.

Bom fim de semana!  :)

Ideias para as paredes lá de casa

As paredes lá de casa estão vazias e... o meu computador avariado. Por isso, enquanto não há computador (e disponibilidade) para pôr as mãos na massa, vou guardando ideias. O difícil... vai ser escolher!

Yup. Somos mesmo. O mais pequeno ainda é mais maluco por fruta e leitinho do que pelos ricos pais, mas tenho esperança do tempo inverter a tendência. 

Sim, como nós. Com horas sentados à mesa, de preferência cheia de gente e confusão.  

If only I had an unlimited bank account...  

Numa casa de onde se vê o mar é preciso mais referências do que a vista da janela!  
 
  Mais, mais, mais!


Adoro os posters com referências a músicas. Apetece ler a cantar e sair a dançar.

Não quero criar uma máquina


Enquanto estava grávida pensei algumas vezes sobre o que seria suposto fazer para ser uma boa mãe. O Duarte nasceu e eu fui ganhando confiança e certezas. Acho, pelo menos na maior parte das vezes, que sou a melhor mãe do mundo para ele. A Mãe dele.

O meu problema actual é outro. Enquanto ele é pequenino, parece-me fácil mas... será que serei capaz de o ensinar a ser feliz e o tornar numa pessoa boa. Não há carapaças, e se há um mundo lá fora que tem tantas coisas boas e vale mesmo a pena ser explorado é também verdade que esse mundo é tão GRANDE! Como se aprende (e ensina?) a gerir a enorme quantidade de informação e de mundo que nos chega diariamente?

A informação. Será que algum dia saberei ensinar alguém a lidar com toda aquela informação que nos chega? Começamos logo pelas fontes. A grande parte dos jornais está longe de ser a fonte fidedigna e imparcial de informação, estão cada vez mais comerciais. A internet está cheia de pseudo-estudos cheios de pontas soltas e sem conclusões que provam tudo e mais alguma coisa. A propagação da informação nem sempre é a mais correcta, os blogues não deixam de ser pessoais. 

Há teorias para todos os gostos e feitios e, arrisco, muito pouco bom senso. Há muitas pessoas a achar que só há um caminho correcto. A questão das escolas faz-me muita confusão. Estamos a criar uma geração que passa horas infinitas fechada nas escolas, entre actividades criadas porque os pais que não os podem ir buscar mais cedo, aulas de substituição, dezenas de trabalhos de casa. Parece-me um caminho tão infeliz.

Não sei bem como se ensina a gostar da escola, a gostar de estudar, a saber tomar opções e viver num mundo tão confuso. Não sei como se ensina a ser feliz. Sei que os meus pais foram aconselhados a adiar um ano a minha entrada na escola "porque a professora era muito pouco rígida e quase nunca marcava trabalhos de casa". Sabiamente ignoraram o conselho e eu adorei a escola e a professora. Sei que era muito bom sair às 15h30, e ter muito tempo pela frente. Sei que a escola é muito mais que aprender matemática e português e que é fora das quatro paredes que se aprender a Ser Pessoa. Sei que nunca me senti enjaulada, que apesar de todos os pseudo-problemas de uma criança/adolescente, sempre fui feliz. Odeio o conceito de aulas de substituição sem nexo e quilos de trabalho de casa "para aprender mais".
  
Dizia-me um amigo há uns tempos que nós deveríamos ir viver para outro país, porque "na nossa área, lá fora, seriamos ricos". Não, não é isso que eu quero, tenho a certeza. Adorava ter vivido lá fora uns tempos pela experiência. Deixou de ser um plano depois do Duarte nasceu.  A sociedade está a afastar-nos cada vez mais da comunidade em que sempre vivemos. Sei que há muitas pessoas que não têm alternativa, mas eu tenho. Eu tenho o privilégio de poder deixar o meu filho com os avós, de  saber que esteve a ver a avó a tratar das galinhas e que pede uma tangerina sempre que passa pela árvore. Saber que se sujou, que se deitou no chão e que fez aquela vizinhança um bocadinho mais feliz. Sei que quero mesmo encontrar, quando chegar a hora, uma pré-escola onde ele passe o dia a brincar. Adoro pensar que um dia poderei dar-lhes a opção de sair mais cedo da escola porque há um avô por perto para o ir buscar, para brincar muito. Penso no meu horário para poder entrar mais cedo e sair enquanto há luz para poder estar com ele. 

Não sei bem qual é o caminho, como se ensina tudo isto. Como explicar que até podemos não concordar com as regras mas temos que as seguir, podemos é lutar para muda-las. Que há muitos caminhos certos e outros tantos errados e é preciso escolher, saber ver as boas pessoas, ler as entre-linhas. Não sei bem qual é o caminho, mas penso várias vezes nisto.





Bom Fim de Semana!


Quais são os planos para o fim de semana chuvoso e frio que está a chegar? Lá por casa vamos contrariar o mau tempo e há pelo menos três visitas prometidas, uma delas muito especial. :) Para quem quiser ficar no sofá, ficam algumas sugestões.

Nos últimos tempos tenho lido muito sobre educação e parentalidade. Identifico-me muito com os princípios da parentalidade positiva (mesmo tendo a certezas que muitas vezes se serei incapaz de a aplicar). Este artigo, da Magda dias, dá um exemplo de Comunicação Positiva.

10 Postais de São Valentim que são "a minha cara". Há por aí outros foodlovers?

Qual é a diferença entre pai e mãe?

Já lá vai algum tempo, mas só agora ouvi o último discurso do Obama como presidente.

Já sei namorar. Para saltar da cama e dançar.

25 Receitas com quinoa que apetece experimentar.

E se tudo falhar... resta-nos uma maratona de House of Cards no Sofá!

Bom fim de semana :)

Não existe magia


Meus amigos separados não cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo. Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue:

Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher.

Minha esposa, se não me engano está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes que eu. O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher.
 















5 livros para bebés de 1 ano

E por falar ter livros à disposição para despertar o interesse, cá estão 5 das últimas aquisições lá para casa.

O Geraldo é uma girafa desengonçada que, todos os anos teme a chegada do baile da selva. Um dia descobre que afinal... estava apenas a dançar a música errada! Não existe em português a versão em capa dura, por isso comprei a versão inglesa.

Num domingo de manhã nasce uma pequena dentro do ovo saiu uma lagartinha magra e esfomeada. Acompanhamos a saga da pequena comilona ao longo da semana até se transformar... numa bela borboleta. As ilustrações são muito giras e, na versão cartonada em inglês, há buraquinhos na comida e páginas engraçadas para mais interacção.


Livro da colecção toca e sente. Cada animal tem uma textura engraçada para ser explorado. As imagens são muito fofinhas e todos os animais são possíveis de imitar pelo mais aluados dos pais (cof cof)
 

Animais!
Na verdade... este ainda não chegou lá a casa, está a caminho. :) Nove pequenos livrinhos com animais. É desta que ponho o miudo queitinho num sítio a brincar com a mesma coisa mais de 10 minutos. Ou...a  começar a falar. Ou... nenhuma das duas! ;)


Este é tão, mas tão giro! Acho que ainda não há em edição portuguesa, mas todo o livro está cheio de surpresas que...não precisam de tradução! Em cada página há uma janelinha que esconde sempre alguma coisa. Ainda não consigo deixar o Duarte brincar brincar sozinho pela sobrevivência do livro mas assim que começar a resultar, continuamos a colecção peekaboo! :)

Sobre o Trump, o Obama, a política e educação

Não gosto de falar sobre política. É triste, porque reconheço o papel fundamental e concordo que é um dever nosso intervir e escolher. O problema é que me causa arrepios. Não sei em que momento deixei de acreditar nos políticos nacionais e internacionais. Por cá, sempre que é hora de votar, limito-me a ler, pesquisar, e escolher aquele que sinto que será "o mal menor"ou "a melhor pessoa" no meio de uma máquina política duvidosa.

Contudo, apesar dos tempos duvidosos que vivemos actualmente, vão aparecendo pequenas gotinhas que me fazem acreditar que sim, somos nós, as pessoas que ainda podemos fazer alguma diferença. É preciso ter consciência, falar e mostrar o que há de bom e mau (sim, estou a contradizer-me...). E já que eu não gosto de falar nelas, mostro pelo menos as minhas preferidas dos últimos dias.

21 Frases sobre parentalidade, por Michelle e Barack Obama. É impossível não gostar desta família.

Todas as aberrações em torno da campanha, eleição e mandato de Donald Trump provocam-me nós no estômago. É inevitável não pensar (ou temer) o que poderá estar para vir. Chega de achar que vai ser mais simples do que parece, é preciso estarmos vigilantes, diz a Gata Christie e diz muito bem.

Sobre o populismo de Marcelo que pode até ser bom
Uma visão interessante sobre as perspectivas da realidade e as razões que levaram boas pessoas a votar em Donald Trump

A cidada mais bonita

O Porto (o meu Porto!) está novamente na lista dos nomeados para "European Best Destinations".

Praga, Londres, Roma e Paris também estão na lista e são cidades que vá... poderiam ganhar uma mensão honrosa :). Madrid, Milão e Berlin têm coisas giras mas... nops. Não lhe chegam aos calcanhares. Amesterdão, Atenas e Viena estão em espera por isso não sei!

Mas o Porto, diferente, especial, vivo sei muito bem. Vejo isso todos os dias, quando atravesso a ponte, quando se vê o velho casario, quando nos perdemos nos becos e ruelas e encontramos sempre (sempre!) coisas giras. O Porto está sempre (e cada vez mais) vivo e bonito e diferente. Por isso, eu visto a camisola pelo Porto.

Se alguém também quiser votar é só ir aqui :)

Por agora... deixo algumas fotos para a campanha. Haverá cidade que consiga juntar tão bem o sombrio e a côr, o sério e o alegre, o antigo e o moderno?


Não Há Mimo A Mais



Mimo

Dizia ontem a uns amigos que o segredo para sermos bons pais é só não complicar. Ser mãe não é complicado, NÓS humanos (ocidentais?) somos complicados.
Sou um pessoa trabalhada para lógica. Gosto muito de prever o que vai acontecer e planear planos B e C caso alguma coisa corra mal. Sou até um bocadinho resistente a mudanças grandes. Ora... isto é muito bom para lidar com máquinas, não com gravidezes, cheias de variáveis.

Quando decidimos ter um bebé, fiz tudo o que seria suposto: consultas, análises de rotina, aplicações no telemóvel, suplementos de ácido fólico três meses antes de começar a tentar. Engravidei na primeira tentativa. Fiz o teste, marquei um exame mal vimos o postivo. Fiz uma ecografia às 5 semanas (demasiado cedo). Nova ecografia às 8 semanas (aqui, o embrião já terá batimento cardíaco e clinicamente é a altura certa para poder começar a "ver" alguma coisa). Esta ecografia mostrou um embrião sem batimentos. Tudo bem. Já tinha entretanto lido que cerca de 25% das gravidezes não evoluem, eu estava nesses números por isso vamos lá tratar disto. Expliquem-me o que é preciso saber e fazer. Fiz o que havia a fazer. Geri os dramas externos a nós. Esperei novamente. Engravidei novamente no primeiro mês de tentativas.

A minha gravidez foi muito fácil. Pouco desconforto, um bebé a evoluir bem, uma mãe a sentir-se sempre normal. Nunca senti uma empatia extrema com o meu bebé. Estava feliz, era mesmo aquilo que queríamos, adorei ver a minha barriga crescer mas nunca senti estrelinhas nem vi corações a florescer.

Um vez mais fiz o que estava ao meu alcance para me preparar. Li vários livros sobre o assunto, pesquisei o que precisava ou não efectivamente de comprar e vi testes comparativos, fiz listas intermináveis no Excel, fiz todos os exames e mais alguns, preparei um quarto lindo, entrei num grupo de mães no Facebook e inscrevi-me num curso de preparação para o parto e parentalidade (CPPP). E foi aqui que comecei a ouvir coisas que me fizeram começar a ver as coisas de outra forma.

Primeiro de tudo: comecei a perceber que estes cursos não deveriam ser precisos para nada! Pela primeira vez, apresentaram-me uma série de conceitos que tocaram em alguma parte de mim menos matemática... Acho que só ali comecei a ouvir coisas que faziam para mim algum sentido. O curso foi um ENORME arruinar de mitos que eu tinha mais que enraizados e não questionados.

Não há mimo a mais, não há colo a mais, não há leite materno "fraco" ou "pouco", não há problema em ter um bebé a dormir no quarto dos pais, há poucos medicamentos que interfiram com a amamentação, os partos não precisam de ser mecanizados, nem tudo se resume a "cólicas", contraceptivos hormonais não são a última Coca-Cola no deserto. Oi? Como assim? A sério? Afinal, quem me estava a passar todas estas ideias, muito bem fundamentadas e explicadas, era uma enfermeira num Centro de Saúde e parecia que tudo estava a fazer muito sentido para mim. Mas, mas, mas?

Comecei a procurar mais sobre estas ideias e a questionar outras tantas. Há muitas explicações e há muito a dizer sobre qualquer uma delas.

Li o Bejame Mucho do Carlos Gonzalez. Os livros da Constança Cordeiro Ferreira. Encontrei conceitos de Parentalidade Positiva. Encontrei o BLW, descobri as ideias de Montessori. Comecei a estar mais atenta a ao que algumas amigas do tal grupo das mães me diziam e que eu achava "demasiado hippie style para mim".

O Duarte nasceu e com ele chegou aquele amor incondicional que durante toda a gravidez eu tive medo de não aparecer. E chegou o instinto e a percepção do que quero ou não para ele.

Ouvi todas as coisas espectáveis.
"Estás a dar colo a mais, ele vai ficar mal habituado". Sorria. Algumas vezes explicava que não, que não há colo a mais. Que os bebés precisam de colo e de segurança. Que a própria selecção natural eliminou aqueles que não precisavam de contacto. Que eu não deixo NINGUÉM de quem gosto a chorar sozinho, muito menos um bebé indefeso.
"Estás a dar mama a mais". Ora vamos lá... não há mama a mais. O bebé tem um estômago pequenino e digere muito rápido, está a crescer a ritmo alucinado e aprender muitas coisas. Pode precisar de comer MUITAS vezes por dia. A mama não é só comida, também é conforto, é mimo! Ele pode ter dores, pode estar assustado ou confuso. Sim... reconforto. No limite, a mama é o liquido que mata a sede. Negam água a alguém?
"O teu leite é fraco, devias dar leite adaptado para ele engordar". O Duarte teve, efectivamente, uma adaptação ao mundo complicada. Demorou muito tempo a ganhar peso. Acabei por ter que introduzir suplemento aos 3 meses que continuou a não contribuir para o aumento de peso espectável. Chegamos a fazer análises, estava tudo bem. O leite de fórmula é uma óptima alternativa não havendo outras soluções, neste caso havia e EU QUERIA amamentar. Não correu da forma ideal, mas foi preciso um grande finca pé meu para não o introduzir nos sólidos antes dele estar preparado. Hoje tenho um gorducho que adoro comer, brócolos, sopa, fruta incluídos. Vamos combinar uma coisa... Não digam a uma mãe que quer amamentar, que tem um filho saudável, reactivo e sorridente que o leite de uma vaca é muito melhor para ele do que o leite dela. Não é.
"O bebé TEM que ir para o quarto dele". Tem? A sério? Como é que a humanidade sobreviveu tantos séculos em casas de uma só assoalhada com toda a gente a dormir ao molho? Somos uma cambada de traumatizados? Porque é que alguém tem intervir sobre quem é que dorme no MEU quarto? Eu dormi no quarto dos meus pais durante anos e estou aqui fresca, fofa e muito normal.

Já passou mais de um ano desde que o Duarte nasceu. Tenho um bebé que gosta muito menos no colo do que eu gostaria de lhe dar, mas tenho pelo menos a consciência que lhe dei todo o que podia e que ele pediu. Mama antes de dormir e 1 ou 2 vezes durante a noite. O normal para ele. Acho, como a maioria dos pais acha (e ainda bem), que estamos a fazer um óptimo trabalho.

Tenho imensas saudades do meu bebé pequenino mas estou a adorar cada fase e melhor... Estou a aproveitar cada momento muito bem (dentro das poucas horas que tenho para estarmos juntos). Por vezes apetece-me adormecê-lo na nossa cama e ele fica por lá. Outras noites só vem quase de manhã. Trabalho e continuo a amamentar. Já estive dois dias longe do meu bebé. Dou-lhe todo o mimo do mundo quando estou com ele. Os avós, quando não estou, fazem o mesmo. Há agora novos desafios a começar: começa a expressar a vontade dele, é preciso impor regras, estabelecer limites e por vezes, como é normal, tudo isto é cansativo, desesperante.

Não sou contra os hospitais, o leite adaptado, ou bebés a dormir sozinhos no quarto deles. Felizmente temos a ciência ao nosso lado para nos dar todo o apoio necessário. Sou contra profissionais de saúde mal informados e donos da razão. Ou vizinhos do lado. Ou quem quer que seja.  Sou a favor de ouvirmos o que nós pais achamos certo para o bebé. É isto que devíamos todos fazer, dizer aos pais que aquilo que eles SENTEM que está certo. Dizer-lhes que devem ouvir os bebés deles e fazer o que o instinto deles lhes diz. Não há uma fórmula única e só uma resposta certa. Somos todos tão diferentes. Não é possível "avariar" um bebé. Um bebé muito pequenino não tem manhas, nem sequer tem o cérebro suficientemente desenvolvido para ter mais do que reflexos/instintos. O amor não estraga ninguém. Nem a segurança ou o respeito.

Mimo